PUBLICAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL
TINTA ANTICORROSIVA BASE ÁGUA
Da Pesquisa Industrial ao Livro Internacional
Handbook of Waterborne Coatings
Corrosion Protection by Waterborne Acrylics DTM (Direct to Metal) Paint System Doped or Not with Encapsulated Corrosion Inhibitors
- AUTORES DO MANUSCRITO
- Idalina V. Aoki, Fernando Cotting e Paulo C. M. Tiano
- INSTITUIÇÕES
- Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Indústria Elétrica Marangoni Maretti Ltda.
- LIVRO PUBLICADO
- Handbook of Waterborne Coatings
- EDITORES
- Peter Zarras, Mark D. Soucek e Atul Tiwari
- EDITORA E ANO
- Elsevier · 2020
- IDENTIFICAÇÃO
- Capítulo 18 · ISBN 978-0-12-814201-1
Uma tecnologia construída em etapas
A tinta acrílica DTM de base aquosa nasceu de uma necessidade industrial e foi desenvolvida por Paulo C. M. Tiano com a Indústria Elétrica Marangoni Maretti. A colaboração com a Escola Politécnica da USP ampliou a avaliação científica da tecnologia e permitiu investigar seus mecanismos de proteção anticorrosiva.
Os resultados foram apresentados em congressos no Brasil e no exterior, evoluíram para o estudo de inibidores encapsulados e incorporaram técnicas quantitativas de análise de imagem, além de avaliações eletroquímicas avançadas.
O projeto no Handbook of Waterborne Coatings
Em 2018, Idalina V. Aoki, Fernando Cotting e Paulo C. M. Tiano prepararam um manuscrito para o projeto editorial então denominado Next Generation Waterborne Coatings. O catálogo oficial da Elsevier registra, no livro publicado em 2020 com o título Handbook of Waterborne Coatings, um capítulo com o mesmo tema e título.
O capítulo 18 reúne a avaliação da tinta DTM com fosfossilicato de zinco e sua evolução com nanotubos de haloisita contendo dodecilamina encapsulada. A obra coloca essa pesquisa ao lado de desenvolvimentos internacionais em revestimentos inteligentes, tecnologias de baixo VOC, nanotecnologia e proteção ativa contra a corrosão.
O conhecimento reunido no capítulo
- desenvolvimento industrial de uma tinta acrílica DTM de base aquosa e baixo VOC;
- avaliação para atmosferas de elevada corrosividade segundo a ISO 12944;
- identificação do limite de desempenho em atmosfera contendo dióxido de enxofre;
- comparação entre fosfossilicato modificado e haloisita com inibidor encapsulado;
- análises por EIS, SVET, aderência, brilho e ensaios acelerados;
- comprovação da proteção ativa e do efeito de autorreparação na região do defeito;
- aplicação da análise digital com ImageJ para quantificar a área corroída.
A tinta nasceu de uma necessidade industrial, foi validada pela ciência e passou a integrar o conhecimento técnico internacional.